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29 de outubro de 2013

 

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Misture as premissas de Os Outros, Rose Red – A Casa Adormecida e o Bebê de Rosemary. Acrescente algumas doses de O Iluminado e, porque não, Carrie, A Estranha. Mas leve a coisa além e some casos reais como a Dália Negra e o assassinato em massa de jovens enfermeiras no Hospital Comunitário do Sul de Chicago. Columbine também, se você achar que convém. Depois coloque sexo, mentiras, intrigas e muita gente emocionalmente instável num casarão (que custa muitos milhões de dólares). Pronto: você tem American Horror Story: Murder House.

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O primeiro ano da minissérie criada por Ryan Murphy e Brad Falchuck (os responsáveis por Nip/Tuck e, curiosamente,Glee), se apoiava em tudo o que foi citado para contar a história da família Harmon, que se muda para a mansão onde toda a ação se desenvolve, buscando fugir de um erro do passado de Ben (Dylan McDermott), o seu patriarca. Porém, a gente percebe de cara que as coisas por ali não são exatamente tão bonitas quanto parecem. Sempre que alguém vira de costas, um sujeito vestido com uma roupa de sadomasoquista aparece no fundo da cena. Enquanto Vivien (Connie Britton) e Violet (Taissa Farmiga) veem Moira (Frances Conroy), a empregada da casa, como uma velhinha fofa, Ben a enxerga em trajes sexys (e nessa versão Alexandra Breckenridge dá vida á personagem) e sempre fazendo de tudo para provoca-lo. E não para por aí: Constance (a sempre incrível Jessica Lange) e sua filha Addie (Jamie Brewer) parecem ter meios de entrar e sair da casa quando bem entendem.

E aí, aos poucos, Ryan e Brad vão explicando qual é a de todas aquelas pessoas que circulam pelo casarão, bem como os segredos que ele guarda. Todos os episódios são iniciados com um flashback, que algumas vezes não voltam tanto assim no tempo e outras nos levam para os anos 20. Nessa década, somos apresentados ao primeiro casal de proprietários da casa, Nora (Lily Rabe) e Charles (Matt Ross). Charles é um médico que acredita ser mais poderoso do que efetivamente é. E, por isso, suas experiências acabam criando seres como o Infantata, um monstro que habita o porão da casa e que costumava ser filho dele e de Nora. Há vários outros donos e várias outras histórias escondidas sob a fachada bem cuidada e opulenta da casa dos Harmon, mas para conhecê-los vocês vão ter que assistir à série.

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O grande trunfo de American Horror Story: Murder House era mesclar bem o real e as suas referências no suspense/terror. Isso era feito de um modo tão eficaz que a gente ficava se perguntando: será que isso aconteceu ou é criação? Porque, fantasmas à parte, os crimes pareciam todos possíveis. Outro ponto relevante eram as cenas de sexo (que são numerosas!). Sempre seguidas de uma cena onde alguém se dava muito mal, elas funcionavam quase como um reforço negativo. Mas, mais do que isso, elas ajudavam a construir a tensão: quando alguém transava, você sabia que devia esperar uma morte, uma revelação surpreendente ou qualquer coisa do tipo. Porém, não entendam errado: não tem a ver com moralismo. Era mais uma maneira de ressaltar a proximidade entre aquelas pessoas específicas e a sua capacidade transformar o que quer que fosse em algo perturbador.

American Horror Story: Murder House é composta por 12 episódios de 40 minutos de duração cada um.



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